sábado, 22 de novembro de 2014

Pelos caminhos do Design Armorial


O Mundo do Sertão: iluminogravura de Ariano Suassuna (1983), idealizador do Movimento Armorial.

Aonde o design me leva? A caminhos surpreendentes. Desta vez, me conduz ao Nordeste Armorial, onde a voz mansa do mestre Ariano Suassuna ainda ecoa ao proclamar as bases do Movimento Armorial criado nos anos 70. A viagem a este universo povoado de elementos da cultura popular divido ao lado dos designers Rodrigo Ambrosio, Zanini de Zanine e Rodrigo Almeida. Juntos, integramos o Armorial Design Group para experimentarmos o design a partir das referências do artesanato regional entranhado de signos e símbolos da vida pública e privada.

O coletivo cavalga o território do Nordeste da arte erudita com os olhos na contemporaneidade. Nosso ponto de partida é o curtume. O couro que multiplica-se em objetos do cotidiano e traz à tona a beleza e os ofícios que os tornam únicos pelo valor artesanal. Voltamos no tempo, metaforicamente, para entender os sertões e as memórias neles contidas forradas com peles de animais. Deciframos códigos e a poesia pontuada e gravada no couro com assinaturas como a dos artesãos Espedito Seleiro, no Ceará, e de Biagio Grisi, na Paraíba.

A inspiração transborda e a atmosfera armorial impregna nossos primeiros exemplares exibidos na recente edição da Made – Mercado, Arte e Design, em São Paulo, oficializando a existência do grupo. Fiz apear a criação na “Poltrona Arreio”. As barrigueiras para atar a sela ao corpo do cavalo é matéria-prima que contorna e afivela o aço na composição de uma nova estética e função. No desenho da peça de mobiliário as cintas de couro mantêm o elo com a regionalidade e guardam na essência um repertório de histórias inerentes às tradições que resistem ao tempo.


[English Text]

By the paths of Armorial Design

Where design leads me? The surprising paths. This time, leads me to the Northeast Armorial, where the quiet voice of the master Ariano Suassuna still echoes to proclaim the foundation of the Armorial Movement created in the 70s. The trip to this universe filled with elements of popular culture I divide alongside designers Rodrigo Ambrosio, Zanini de Zanine and Rodrigo Almeida. Together, we integrate the Armorial Design Group to experience the design references from the regional crafts tangled with signs and symbols of public and private life.

The collective rides the Northeast High Art with contemporary eyes. Our starting point is the tannery. The leather that multiplies in everyday objects and brings out the beauty and crafts that makes them unique by handcrafted value. Back in time, metaphorically, to understand the hinterlands and the memories contained therein lined with animal skins. We deciphered codes and the poetry marked and engraved on the leather with the signature as craftspeople Espedito Saddler, Ceará, and Biagio Grisi, in Paraiba.

The inspiration is overflowing and armorial atmosphere pervades our first pieces shown in the recent edition of Made - Market, Art and Design in Sao Paulo, formalizing the group's existence. I did appear the creation of the "Chair Harness". The saddler trappings to tie the saddle to the horse's body is the raw material that surrounds and buckles with the steel in the composition of a new aesthetics and function. In designing the piece of furniture, leather straps keep the link with the regionalism and keep the essence of a repertoire of stories attached to traditions that resist time.
Poltrona Arreio, do designer Sérgio Matos: barrigueiras de cavalo são matéria-prima.
Luminária Carcará, por Rodrigo Almeida: peça de couro assinada por Espedito Seleiro e fibra natural.


Banco Bode Véio, de Rodrigo Ambrosio: a rusticidade marca a estética do design armorial.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Dias de celebração com o Design

Quatro anos da abertura do Estúdio: história marcada pela identidade regional dos produtos e premiações. (Foto:Wellington Jan)

Intenso novembro. De novos projetos, de novas rotas e experiências com o design. O mês é também de celebração dos quatro anos de aniversário do estúdio. Marca de uma história agraciada por prêmios nacionais e internacionais que proclamam o reconhecimento do trabalho com os pés na identidade do Brasil que não me canso de descobrir. Novembro de dias tomados pelos rabiscos, traços, formas, cores, tramas, texturas e materiais sobre a mesa. De malas sempre prontas, viagens, aeroportos e participações em feiras (as recentes MADE – Mercado, Arte e Design e Parte – Feira de Arte Contemporânea) que abrem portas para o design brasileiro ser visto e apreciado pelo público de casa e do além mar.

O mês corre vigoroso e voraz. Está quase pela metade e faço uma reflexão sobre o que a agenda ainda me reserva. Mas, o melhor, é degustar a satisfação com o já realizado nestes dias de acenos positivos e emoções dirigidas aos produtos impregnados de memórias. Elas que perpetuam histórias da nossa cultura tão vasta e rica em técnicas ancestrais que resistem pelas mãos das comunidades artesãs. Novembro para saborear o design com o tempero da brasilidade. Novembro da estreia do Armorial Design Group, coletivo que integro cheio de orgulho ao lado dos designers Rodrigo Almeida, Zanini de Zanine e Rodrigo Ambrosio para fomentar o repertório da cultura material nordestina. Mergulhamos nas referências do Movimento Armorial de Ariano Suassuna e guardo detalhes da magnitude deste projeto para o próximo post. Respiro novembro e sinto o ar da regionalidade mais presente do que nunca. 

[English Text]

Celebration days with Design

Intense november. Of new projects, new routes and experiences with the design. The month is also a celebration of the four-year anniversary of the studio. Mark of a history graced by national and international awards that proclaims the recognition of footwork on the identity of Brazil I never tire of discovering it. November days, taken by sketches, lines, shapes, colors, weaves, textures and materials on table. With my suitcase always ready, travel, airports and participation in fairs (recently MADE - Market, Art and Design and Part - Contemporary Art Fair) that opens doors for Brazilian design be seen and appreciated by the home public and by the ones beyond the sea.

The month goes vigorous and voracious. It is nearly in half and I am making a reflection on what the schedule still holds for me. However, the best is to enjoy the satisfaction with the ever accomplished in these days of positive signs and emotions, targeting products impregnated with memory. Are they who perpetuates our culture so vast and rich in ancient techniques that resists by the hands of the artisan communities. November to savor design with spice of Brazilianness. November of debut of Armorial Design Group, collective I integrate full of pride alongside designers Rodrigo Almeida, Zanini de Zanine and Rodrigo Ambrosio to promote the repertoire of Northeastern material culture. We dove in to references of the Armorial Movement of Ariano Suassuna, and I save details of the magnitude of this project to the next post. I breathe November and feel the air of rationality much present than ever.

                    Mesa Lateral Xique-Xique: em 2011 arrebata o Prêmio Excellence Brazil.
                    Pufe Carambola na loja Paul French (Buenos Aires): prêmio iF Product Design Award 2012 na Alemanha.
                    Tapete Marakatu By Kamy: Menção Honrosa do Museu da Casa Brasileira em 2012.
                     Poltrona Acaú: destaque do Estúdio na edição 2014 da MADE, em São Paulo.
                     Recém lançada na MADE a Poltrona Arreio é a primeira peça do Estúdio para o Armorial Design Group. 
                    Luminária Roda Pião desenvolvida para o Clube dos Colecionadores do MAM (2014).


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Bagagem e memórias do Alto Rio Negro

O Rio Negro é elo de conexão e desenvolvimento para a região do Amazonas
Os olhos não revelam cansaço. Desde que pousaram nas terras amazonenses, onde por dez dias percorri o Alto Rio Negro nas ações de consultoria do Projeto Brasil Original – Artesanato do Amazonas (junto ao Sebrae/AM) testemunharam um universo ímpar. Como uma câmera registraram paisagens, cores, texturas. Inquietos, deslocaram-se de um lado a outro, focaram, extraíram detalhes, congelaram sobre o exotismo que aflora por todos os lados. Assistiram a segredos de um pedaço do Brasil que eu vislumbrava em sonhos. Mesmo quando o sono acalentou a fadiga e eles se fecharam, uma sequência de imagens, como um filme, seguiram em exibição. Ficaram gravadas na retina, ocuparam espaço na memória e no coração pela tamanha emoção que conectam.  Agora, de volta à casa e ao estúdio, percebo como o design se espraia em tudo e tudo transpira inspiração: o emaranhado da floresta, a sinuosidade dos rios, as comunidades indígenas e ribeirinhas, seus modos e rotinas, seus ritos e crenças perpetuados em gerações contínuas.

Os dias foram expressos. Escaparam quase em uma piscadela - entre o nascer e pôr do sol alaranjado - preenchidos por incontáveis momentos que quero revisitar na lembrança para me abastecer sempre que necessário. A viagem seguiu o curso do rio, no balanço das águas tomadas pelos reflexos das belezas naturais. Parti de Manaus. Ancorei em São Gabriel da Cachoeira e Barcelos e tudo que experimentei e aprendi está embalado com o nome saudade. Partilhei da vivência com artesãos que na perfeição de seus ofícios e na determinação de vencer adversidades expuseram o orgulho de suas tradições e o respeito à terra. Personagens de múltiplas etnias indígenas como Zé, Gilda, Maria Nazaré, Sônia Gregório e Raimundo (entre outros nomes que guardo reverência) que tecem, tramam e esculpem sonhos através do artesanato. Deles e de suas comunidades colhi lembranças que abarrotaram minha bagagem: desenhos de pinturas corporais e seus significados, novos materiais e objetos do cotidiano. O mais valioso é mais leve que o ar e trouxe na alma, pra sempre.

[English Text]

Baggage and memories from the Negro Up River

The eyes does not reveal tiredness. Since they landed at amazon lands, where I crossed the Negro River for tem days, by consulting action of Project Brasil Original – Crafts from Amazonas (with SEBRAE/AM) witnessed a unique universe. Like a câmera registers landscapes, colors, textures. Restless, moves side to side, focused, extracted details, freezed by the exoticism that flowers in every way. Watched secrets of a piece of Brazil, that I only glimpse in dreams. Even when the sleepness cherishes the fatigue and they closed them, a sequence of images, lika a movie, followed on display. Remained recorded in the retina, occupied space in the memory and in the heart by such emotion that connects them. Now, back home and to the studio, I realize how the Design spreads in everything and everything perspires inspiration: the mixed forest, the sinuosity of rivers, the indigenous and Riverside cultures, their ways and routines, their rites and beliefs perpetuated in continuous generations.
The days were expressed. Escaped almost in a wink - between the oranjed sunsire - furfilled by countless moments that I want to revisit in memory to supply me whenever necessary. The trip went down the river course, in the balance of waters taked by reflexes of natural beaulty. Left from Manaus. Anchored in São Gabriel da Cachoeira and Barcelos and everything I experienced and learned is packed with a nolstalgic name.I shared the experience with craftsmen in the perfection of their crafts and determination to overcome adversity and exhibited the pride of their traditions and respect for the land. Characters of multiple indigenous groups as Zé, Gilda, Maria Nazareth, Gregório, Sonia and Raimundo (among other names thatI keep reverence) that weave and sculptdreams through their crafts.From them and their communities I bring the best regads that overflows my baggage: body painting designs and their meanings, new materials and everyday objects. The most valuable is lighter than air and brought in the soul forever.
Em Manaus, às margens do Rio Negro: a vida pulsa no vaivém das embarcações 























Consultoria do Projeto Brasil Original - Artesanato Amazonas em São Gabriel da Cachoeira
























A natureza do Amazonas é generosa em matéria-prima para o artesanato local

























José, da etnia indígena Kuripaco, trama tradição na cestaria típica da região  


Técnicas e saberes ancestrais de indígenas e ribeirinhos assinam o artesanato do Amazonas
























A artesã Sonia Gregório do Projeto Brasil Original-Artesanato Amazonas e o olhar vivaz da Andréa
























Esculturas em madeira, do artesão Raimundo, na cidade de Barcelos
















"O bom de voltar é abrir a mala e encontrar lembranças de gente que cruzamos nos contornos do Rio"
























quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ao encontro da originalidade

Rio Amazonas (Foto: Google Images/Reprodução)
Há um Brasil original em cada recanto desse país continental. Paisagens de matizes distintas e detalhes da fauna e flora concentram tanto exotismo que se desdobram, com naturalidade, em cartões postais. Mas, é a originalidade da mistura dos povos que faz desse Brasil gentil um lugar de emoção e poesia. Na cor da pele, nos sotaques da regionalidade, nas manifestações populares, nos ritmos, sabores e saberes que habitam gerações e que seguem vivos como símbolos da maior riqueza. Brasileiros da mistura de índios, negros e europeus que surpreendem o mundo pela alegria incontida, pela beleza mestiça e diversidade cultural que nenhuma outra nação tem igual. Um caldeirão de heranças e tradições que fervilha nas manifestações populares, nos ritos sacros e pagãos, na música, nos ofícios, nos saberes amparados na ancestralidade que é o berço de tudo.
Essa originalidade, que por aí afora chamam de brasilidade, é ALIMENTO e inspiração para o design que com minha assinatura também narra histórias e abriga memórias. E diante dele não escondo minha fome por novas doses, goles e porções. Agora, tenho a oportunidade de sentar à mesa com indígenas e ribeirinhos do Amazonas e estou em festa. A convite do Sebrae-AM integro a equipe de consultores do Projeto Brasil Original para promover a inserção do artesanato com design inovador e referências identitárias. Ocasião para respirar outros ares, navegar pelos rios Negro e Solimões, caminhar por trilhas, explorar costumes, ouvir outros sons, perceber novos gestos, descobrir matérias-primas inusitadas, saborear a criatividade local. Por alguns dias serei um estrangeiro na minha própria terra ao visitar São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Tefé e arredores. Minha ansiedade parte na frente, ao encontro do aprendizado com os povos da floresta.
Reserva Mamirauá de Tefé (Foto: Google Images/Reprodução)

[English Text]
To the encounter of originality
There is an original Brazil in each corner of this continental country. Shades of different landscapes and details of fauna and flora concentrate so much exoticism that unfolds, with neutrality in post card. But, the originality of mixture of peoples makes this gentle Brazil a place of emotion and poetry. In the color of the skin, in the regions accents, in the popular manifestation, in the rhythm, flavors and knowledge that inhabit generations and keeps alive as symbols of major wealthy. Brazilians from a mixture of Indians, Africans and Europeans, who surprises the world with unrestrained joy, by mestizo beauty and cultural diversity, like any other nation has. A cauldron of inheritances and traditions, that simmers in the popular culture, in the sacred and pagan rites, in the music, in the offices, in the knowledge supported on ancestry which is the root of all this.
This originality, which out there they call it brazilianness, is FOOD and inspiration for design that with my signature also tells histories and houses memories. And before it I do not hide my hunger for new doses, sips and portions. Now, I have the opportunity to sit at the table with indigenous and riverine from Amazonas and I am celebrating. By invitation of Sebrae-AM, I integrate the team of consultants of the Project Original Brazil to promote the integration of craftsmanship with innovative design and identity references. The occasion to breathe other air, navigates by the Negro and Solimões Rivers, walk trails, exploring customs, hear sounds, see new gestures, and discover unusual materials, sample local creativity. For a few days I will be a foreigner in my own land to visit São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Teffe and surroundings. In front of my anxiety to meet the learning with the forest people.
Barcelos (Foto: Google Images/Reprodução)
Ilha de São Gabriel da Cachoeira (Foto: Google Images/Reprodução)
Ribeirinhos de São Gabriel da Cachoeira (Foto: Google Images/Reprodução) 




segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Design with a perfum of Chita flowers / Design com o perfume floral da chita


















Da estampa da chita, o tecido popular com origem indiana que veste e reveste a história da formação social brasileira, o designer mato-grossense Sérgio Matos colhe as flores. Como ramalhetes, elas dão formas à linha de produtos de decoração e mobiliário com o nome do pano que está na literatura regionalista e no universo poético do folclore do País. Luminárias e mesa lateral exibem a delicadeza do floral estruturado com arame e envolvido com fios de crochê pelas mãos caprichosas das artesãs paraibanas da Comunidade Alfa, na cidade portuária de Cabedelo. As peças traduzem a relação afetiva do designer - radicado na Paraíba - pela cultura nordestina e privilegiam técnicas artesanais que as tornam únicas. No ar, o perfume da originalidade que evoca memória e tradição.   
(Texto: Raquel Medeiros – Nas Entrelinhas Moda&Comunicação)


[English Text]

From the “chita flower” print, the popular fabric with Indian origin that cloths and covers the history of the formation of the Brazilian society, the Mato Grosso designer Sergio J. Matos reaps the flowers. Like flower bouquets, they give the forms of furniture and decoration products with the name of the fabric ( ¨Chita”) that is in the regionalist literature and the poetic universe of folklore of the country. Lamps and side table show the sensitivity of the structured made with floral wire and wrapped with wire crochet by the capricious hands of artisans from Paraíba, Community Alpha in the port city of Cabedelo. The pieces reflect the affective relationship of the designer - based in Paraiba -for the northeastern culture and emphasize the artisanal techniques that make them unique.





















segunda-feira, 25 de agosto de 2014

















Poltrona Acaú


O exotismo dos Corais de Acaú / The exoticism of corals Acaú


A inspiração é içada do mar. Um mergulho com o talento e olhar aguçado do designer mato-grossense radicado na Paraíba, Sérgio Matos, que traz à tona os produtos da coleção “Corais de Acaú”. A marca do seu design exótico - impregnado pela identidade do entorno - se apropria das formas do coral Chifre de Alce e reúne o conceito artesanal e sustentável em colaboração com as marisqueiras e artesãs de Acaú, praia do município paraibano de Pitimbu. A poltrona de linha côncava e base de aço evoca a poesia de um recifena junção das mil peçasque dão suporte à estrutura. A montagem perfeita simulaa estética calcária reproduzida noarame que se dobra à referência da natureza eganha a cobertura dofio de algodão e a intensidade do verniz vermelho.No coral da mesa lateralum diferencial: a aplicação de uma camada de cascalho obtido a partir do descarte da casca do marisco. A textura espraia fidelidade à inspiração que repousa sob as marés.

Texto de Raquel Medeiros - Nas Entrelinhas - Moda&Comunicação.
The exoticism of corals Acaú
Inspiration is hoisted from the sea. A swim with the talent and keen eye of Mato Grosso designer based in Paraíba, Sergio Matos, who brings out the products of "Corals Acaú" collection. Characterized by his exotic design - filled with the identity of the surroundings – Sergio J. Matos appropriates the forms of Elk Horn coral and puts together  the artisanal and sustainable concept in collaboration with seafood collectors  women and artisans of Acaú, small beach town  of Paraiba, Pitimbu.  The concave chair with steel base evokes the poetry of a thousand coral pieces together supporting the chair structure. The perfect assembly simulates the limestone esthetic reproduced on the wire who follows the waves of nature. It ´s made of a coverage of cotton yarn and painted by an intensity red coral color. 
There is a differential side in the coral coffee table: the application of a layer of gravel obtained in the beach from shells in nature state. The texture spreads fidelity to the inspiration that lies beneath the seas.
Text: Raquel Medeiros - In EntrelinhasModa & Communication)


A INSPIRAÇÃO





A caminho da praia de Acaú é possível admirar o mar o céu e as palmeiras cordadas por uma estrada de terra.
Ao lado temos os barcos utilizados na pesca pelos maridos das artesãs envolvidas no projeto.


O MATERIAL
Na primeira visita a casa de uma das artesãs encontramos uma verdadeira montanha de  conchinhas que posteriormente utilizamos na produção das peças,


O GRUPO
O grupo inicial era formado por quinze mulheres, incluindo marisqueiras, donas de casa e artesãs.


O APRENDIZADO.






O primeiro contato com a montagem das novas peças se tornou algo excitante para as artesãs.


A TÉCNICA





Com materiais muito simples e muito trabalho foi se construindo os novos produtos.





O CONCEITO

A ideia inicial surgiu de uma brincadeira com os módulos de corais.



A Estrutura utilizada foi a de uma poltrona chamada Balaio desenvolvida em 2012.



A MONTAGEM









Trabalho da equipe do estúdio: Rennan Oliveira e Renato Carneiro.





Na produção desta peça foram utilizadas mil módulos, revestidos de resina, cola PVC, tinta PU e verniz.



A peça inteira foi finalizada em um mês trabalho.






Dando sequencia a coleção foram criadas as mesas laterais Acaú.