quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ao encontro da originalidade

Rio Amazonas (Foto: Google Images/Reprodução)
Há um Brasil original em cada recanto desse país continental. Paisagens de matizes distintas e detalhes da fauna e flora concentram tanto exotismo que se desdobram, com naturalidade, em cartões postais. Mas, é a originalidade da mistura dos povos que faz desse Brasil gentil um lugar de emoção e poesia. Na cor da pele, nos sotaques da regionalidade, nas manifestações populares, nos ritmos, sabores e saberes que habitam gerações e que seguem vivos como símbolos da maior riqueza. Brasileiros da mistura de índios, negros e europeus que surpreendem o mundo pela alegria incontida, pela beleza mestiça e diversidade cultural que nenhuma outra nação tem igual. Um caldeirão de heranças e tradições que fervilha nas manifestações populares, nos ritos sacros e pagãos, na música, nos ofícios, nos saberes amparados na ancestralidade que é o berço de tudo.
Essa originalidade, que por aí afora chamam de brasilidade, é ALIMENTO e inspiração para o design que com minha assinatura também narra histórias e abriga memórias. E diante dele não escondo minha fome por novas doses, goles e porções. Agora, tenho a oportunidade de sentar à mesa com indígenas e ribeirinhos do Amazonas e estou em festa. A convite do Sebrae-AM integro a equipe de consultores do Projeto Brasil Original para promover a inserção do artesanato com design inovador e referências identitárias. Ocasião para respirar outros ares, navegar pelos rios Negro e Solimões, caminhar por trilhas, explorar costumes, ouvir outros sons, perceber novos gestos, descobrir matérias-primas inusitadas, saborear a criatividade local. Por alguns dias serei um estrangeiro na minha própria terra ao visitar São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Tefé e arredores. Minha ansiedade parte na frente, ao encontro do aprendizado com os povos da floresta.
Reserva Mamirauá de Tefé (Foto: Google Images/Reprodução)

[English Text]
To the encounter of originality
There is an original Brazil in each corner of this continental country. Shades of different landscapes and details of fauna and flora concentrate so much exoticism that unfolds, with neutrality in post card. But, the originality of mixture of peoples makes this gentle Brazil a place of emotion and poetry. In the color of the skin, in the regions accents, in the popular manifestation, in the rhythm, flavors and knowledge that inhabit generations and keeps alive as symbols of major wealthy. Brazilians from a mixture of Indians, Africans and Europeans, who surprises the world with unrestrained joy, by mestizo beauty and cultural diversity, like any other nation has. A cauldron of inheritances and traditions, that simmers in the popular culture, in the sacred and pagan rites, in the music, in the offices, in the knowledge supported on ancestry which is the root of all this.
This originality, which out there they call it brazilianness, is FOOD and inspiration for design that with my signature also tells histories and houses memories. And before it I do not hide my hunger for new doses, sips and portions. Now, I have the opportunity to sit at the table with indigenous and riverine from Amazonas and I am celebrating. By invitation of Sebrae-AM, I integrate the team of consultants of the Project Original Brazil to promote the integration of craftsmanship with innovative design and identity references. The occasion to breathe other air, navigates by the Negro and Solimões Rivers, walk trails, exploring customs, hear sounds, see new gestures, and discover unusual materials, sample local creativity. For a few days I will be a foreigner in my own land to visit São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Teffe and surroundings. In front of my anxiety to meet the learning with the forest people.
Barcelos (Foto: Google Images/Reprodução)
Ilha de São Gabriel da Cachoeira (Foto: Google Images/Reprodução)
Ribeirinhos de São Gabriel da Cachoeira (Foto: Google Images/Reprodução) 




segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Design with a perfum of Chita flowers / Design com o perfume floral da chita


















Da estampa da chita, o tecido popular com origem indiana que veste e reveste a história da formação social brasileira, o designer mato-grossense Sérgio Matos colhe as flores. Como ramalhetes, elas dão formas à linha de produtos de decoração e mobiliário com o nome do pano que está na literatura regionalista e no universo poético do folclore do País. Luminárias e mesa lateral exibem a delicadeza do floral estruturado com arame e envolvido com fios de crochê pelas mãos caprichosas das artesãs paraibanas da Comunidade Alfa, na cidade portuária de Cabedelo. As peças traduzem a relação afetiva do designer - radicado na Paraíba - pela cultura nordestina e privilegiam técnicas artesanais que as tornam únicas. No ar, o perfume da originalidade que evoca memória e tradição.   
(Texto: Raquel Medeiros – Nas Entrelinhas Moda&Comunicação)


[English Text]

From the “chita flower” print, the popular fabric with Indian origin that cloths and covers the history of the formation of the Brazilian society, the Mato Grosso designer Sergio J. Matos reaps the flowers. Like flower bouquets, they give the forms of furniture and decoration products with the name of the fabric ( ¨Chita”) that is in the regionalist literature and the poetic universe of folklore of the country. Lamps and side table show the sensitivity of the structured made with floral wire and wrapped with wire crochet by the capricious hands of artisans from Paraíba, Community Alpha in the port city of Cabedelo. The pieces reflect the affective relationship of the designer - based in Paraiba -for the northeastern culture and emphasize the artisanal techniques that make them unique.





















segunda-feira, 25 de agosto de 2014

















Poltrona Acaú


O exotismo dos Corais de Acaú / The exoticism of corals Acaú


A inspiração é içada do mar. Um mergulho com o talento e olhar aguçado do designer mato-grossense radicado na Paraíba, Sérgio Matos, que traz à tona os produtos da coleção “Corais de Acaú”. A marca do seu design exótico - impregnado pela identidade do entorno - se apropria das formas do coral Chifre de Alce e reúne o conceito artesanal e sustentável em colaboração com as marisqueiras e artesãs de Acaú, praia do município paraibano de Pitimbu. A poltrona de linha côncava e base de aço evoca a poesia de um recifena junção das mil peçasque dão suporte à estrutura. A montagem perfeita simulaa estética calcária reproduzida noarame que se dobra à referência da natureza eganha a cobertura dofio de algodão e a intensidade do verniz vermelho.No coral da mesa lateralum diferencial: a aplicação de uma camada de cascalho obtido a partir do descarte da casca do marisco. A textura espraia fidelidade à inspiração que repousa sob as marés.

Texto de Raquel Medeiros - Nas Entrelinhas - Moda&Comunicação.
The exoticism of corals Acaú
Inspiration is hoisted from the sea. A swim with the talent and keen eye of Mato Grosso designer based in Paraíba, Sergio Matos, who brings out the products of "Corals Acaú" collection. Characterized by his exotic design - filled with the identity of the surroundings – Sergio J. Matos appropriates the forms of Elk Horn coral and puts together  the artisanal and sustainable concept in collaboration with seafood collectors  women and artisans of Acaú, small beach town  of Paraiba, Pitimbu.  The concave chair with steel base evokes the poetry of a thousand coral pieces together supporting the chair structure. The perfect assembly simulates the limestone esthetic reproduced on the wire who follows the waves of nature. It ´s made of a coverage of cotton yarn and painted by an intensity red coral color. 
There is a differential side in the coral coffee table: the application of a layer of gravel obtained in the beach from shells in nature state. The texture spreads fidelity to the inspiration that lies beneath the seas.
Text: Raquel Medeiros - In EntrelinhasModa & Communication)


A INSPIRAÇÃO





A caminho da praia de Acaú é possível admirar o mar o céu e as palmeiras cordadas por uma estrada de terra.
Ao lado temos os barcos utilizados na pesca pelos maridos das artesãs envolvidas no projeto.


O MATERIAL
Na primeira visita a casa de uma das artesãs encontramos uma verdadeira montanha de  conchinhas que posteriormente utilizamos na produção das peças,


O GRUPO
O grupo inicial era formado por quinze mulheres, incluindo marisqueiras, donas de casa e artesãs.


O APRENDIZADO.






O primeiro contato com a montagem das novas peças se tornou algo excitante para as artesãs.


A TÉCNICA





Com materiais muito simples e muito trabalho foi se construindo os novos produtos.





O CONCEITO

A ideia inicial surgiu de uma brincadeira com os módulos de corais.



A Estrutura utilizada foi a de uma poltrona chamada Balaio desenvolvida em 2012.



A MONTAGEM









Trabalho da equipe do estúdio: Rennan Oliveira e Renato Carneiro.





Na produção desta peça foram utilizadas mil módulos, revestidos de resina, cola PVC, tinta PU e verniz.



A peça inteira foi finalizada em um mês trabalho.






Dando sequencia a coleção foram criadas as mesas laterais Acaú.